sábado, 24 de maio de 2008

Naufrágio do vapor Cuyabá - Berlenga em 12/07/1937


Em 12 de Junho de 1937(a), nos rochedos da Berlenga, o vapor brasileiro Cuyabá abicava traiçoeiramente, gerando-se o pânico entre os passageiros e tripulantes. Era dia de névoa, mas, ouvido que foi um estrondo anormal, logo as traineiras que pelo sítio pescavam se acercaram a oferecer os seus préstimos. E, contra o que seria mais lógico esperar, o comandante do navio recusou qualquer auxílio. Entretanto, dado o alarme para Peniche, as autoridades marítimas, perante o eminente perigo de afundamento e contra a incompreensível atitude do comandante, ordenaram o imediato desembarque dos passageiros, que, transportados para Peniche deram largas à sua alegria, enquanto ao fim de muitos esforços o navio era safo da sua posição e seguia para Lisboa com um rombo no casco para ser reparado.
(a)Consultei um documento que dá a data do naufrágio a 20 de Julho e 22 o navio safou-se.

Uma História paralela
Este navio trazia carga geral e particularmente algodão, razão pela qual conta-me a minha mãe Maria Gertrudes o meu avô encheu um dos quartos da casa no Forte da Luz de algodão, ou seja uma cama fantástica. Cerca de 9 meses mais tarde, mais concretamente a 23 de Março de 1938 nasceria uma criança de seu nome António Neto D’Almeida e a que foi posta a alcunha de Cuyabá, já perceberam porquê… esta criança cresceu com muita dificuldade, é o meu Ti Quiabá, e foi sempre amparado pela minha mãe que sempre tratou dele até hoje.
Esta é a história do nome (alcunha) atribuído ao meu tio.

1 comentário:

Fábio disse...

Caro, de fato o acidente ocorreu precisamente às 1:50 hs da madrugada de uma terça-feira, 20 de julho de 1937. Alguns passageiros disseram que o capitão do navio encontrava-se bêbado, assim como boa parte da tripulação. Além do algodão, foi também jogado ao mar mamona e café. Com um abraço, Fábio.