sábado, 4 de outubro de 2008

Penicheiros lá por fora

Este poema foi aqui colocado como comentário num post dedicado à equipa de Juvenis de 1964, mas eu gostei tanto que o vou colocar como post, espero que a autora me perdoe.


Quero deixar para vós esta pequena homenagem. A quem sente Peniche como o seu berço, e jamais esquecerá as suas raízes.

Saudade

Desde que me lembro ser gente
Algo de estranho se passa
Nasci tão longe daqui
Que a minha alma trespassa

Tenho saudades do mar
Da terra onde nasci
De respirar aquele ar
Pelo qual tanto sofri

Aqueles lindos rochedos
Plantados há beira-mar
Nascidos e feitos pelos dedos
De um Deus que sabe criar

Quando ao cabo eu vou
Olho as Berlengas a sorrir
O vento sinto no rosto
Mas a alma está a sofrer

Quando eu me for deste mundo
A Peniche eu hei-de ir ter
A minha alma há-de sorrir
E os males do mundo não ver

A pensar no meu pai Armando Manjolinha

Paula Manjolinha
Figueira da Foz

7 comentários:

francisco antonio disse...

chico nao cunheco a pessoa que os
escreveu mas tudo que fale em
peniche e tudo bom um abraco

ALBINO disse...

Chico vou comecar por dar-te os parabens por publicar novamente no teu blog estes versos lindos a homenagem a nossa terra e mais especialmente a um pai que ja nao se encontra entre nos.
A Paula e a Andreia Manjolinha podem ter a certeza que os vossos versos tocaram no coracao de todos nos.e bom ver e saber que tenho um amigo sempre atento a coisas importantes como estas..
Um abraco para todos vos

antonio angelo angelo disse...

Sem duvida que estes versos sao lindos,principalmente dedicados a pessoas queridas da terra,o que hoje em dia já se torna um pouco raro.
Abraços

ALBINO disse...

Ola Antonio estava a rever o blog e reparei no seu comentario..
bonito nao e?
Saudacoes de Durban Africa do Sul
Abraco

elvira carvalho disse...

Não conheço a autora mas os versos revelam um grande amor pela terra que a viu nascer.
Eu gosto muito de Peniche creio que já lhe disse. Minha sogra era de Peniche, viveu aí muitos anos. Depoisfoi para Lagos. Na verdade ela não era minha sogra, mas eu não conheci outra e gostava muito dela. Tinha casado com o meu sogro quando enviuvou, e quando eu conheci o meu marido, já ela estava nesse posto. Morreu o ano passado, em Agosto e tenho muitas saudades dela.
Um abraço e bom Domingo.

ALBINO disse...

Ola Chico ja devias ter reparado penso eu.. o teu blog ja passou de 20.000 visitas..Parabens novamente

Abraco forte

Anónimo disse...

Ói Francisco Germano,ainda bem que cabe neste teu blog ,esta poesia que nos toca a todos aqueles que sentimos Peniche no coração.Eu adoro poesia e dou-te os meus parabéns por esta e outras que colocaste no teu espaço.È sempre um sopro de ar fresco passar os olhos,por pinturas em peniche.Faço votos que este blog se mantenha sempre vivo.Que todos os penicheiros se possam sentir mais próximos ,através de ti.
Um abraço.
Bem hajas
Cidália