terça-feira, 2 de outubro de 2012

Depressão

Comemorou-se ontem o dia mundial da depressão, esta doença, que dantes era encarada com alguma ligeireza e mal tratada até nos locais de trabalho, tem-se vindo a agravar, estando neste momento a afectar, segundo alguns dados disponíveis cerca de 40% da população portuguesa activa.

Este número poderá agravar-se com a actual situação de crise que se vive e consequentemente, todas as situações de desemprego, carências, instabilidade laboral, etc poderão catapultar ainda mais pessoas para esta doença.

Agora há uma atenção mais especial em relação a estes casos, devido aos inúmeros episódios que aparecem todos os dias, havendo certas classes socioprofissionais onde a doença está a grassar com mais intensidade.

Como poderemos ajudar as pessoas que sofrem deste mal? Para as pessoas que acompanham no dia a dia um doente assim é uma prova de amor/solidariedade, também os amigos ou colegas de trabalho não se deviam demitir de ajudar, para isso bastaria não “fugirem” do doente, antes deviam visitá-lo, dar-lhe apoio, nem que fosse com um simples telefonema, fazer-lhe ver que “está tudo bem” e não “desaparecerem” como acontece na maioria dos casos, isto de se apregoar a solidariedade para com os doentes e a prática, por vezes vai uma certa distancia. Depois e talvez o mais importante, os familiares, não devem mostrar incompreensão mas sim o contrário, é destes que o doente mais espera “sempre” e por vezes o familiar apesar das sucessivas explicações que lhe são prestadas, não consegue “compreender” o que está a suceder, para alguns a pessoa tem tudo para estar bem e no entanto “está mal” não se compreende.

Penso que estas simples terapias/procedimentos talvez ajudem a “puxar” o doente para cima, no entanto é uma doença silenciosa e calma que vai deixando marcas profundas em todos os que contactam com ela.

A minha solidariedade para todos os doentes que sofrem de Depressão nervosa.

1 comentário:

jorge saldanha disse...

É verdade o que dizes! Mas...só quem passa por situações dessas é que sabe "dar" o valor. Normalmente somos um tanto ou quanto egoístas, só pensamos em nós, vivemos numa sociedade onde a solidariedade não passa, na maioria das vezes, de uma palavra e apenas isso.
Abraço Chico.