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sábado, 27 de outubro de 2018

A selva e as suas oportunidades


Em que estou a pensar... As greves sistemáticas e continuadas no sector da saúde, ensino, funcionários públicos no geral, que são apresentadas como autenticas vitórias das classes trabalhadoras num governo que se tem pautado quanto a mim pelo diálogo e privilegiando mais as classes mais frágeis, sem olhar ao efeito (nefasto, gravoso) nas famílias, nos que têm marcações há meses de operações, consultas, exames, alguns familiares não têm avós a quem deixar os filhos. Ponho-me a pensar, sem olhar à substância da oportunidade destas greves, e vejo a selva e um bando de Hienas esperando pacientemente que a Chita com o seu esforço mate a Gazela, mas, esta não consegue levá-la até à sua zona protegida onde estão as crias e o bando de Hienas pacientemente rondam a zona e conseguem expulsar a Chita, que vai embora sem almoço. Esta é a lei da selva, da sobrevivência, mas também da inteligência.
É nisto que estou a pensar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Uma ideia, uma proposta

A exemplo do que já existe nalguns locais, como seja um recipiente para recolha de roupa em bom estado que outros que dela necessitem venham a usufruir dela, porque não colocar em local estratégico um local para recolha de livros que já foram lidos e que os seus donos estejam na disposição de os dar a quem precisa, claro que o local teria de ter condições de armazenamento e escolha de livros, ou seja não podia ser só um depósito mas também ter condições de arrumação e escolha.. Fica a ideia.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Uma volta pela Papôa, com uma bela surpresa

Ontém fui dar uma volta à Papôa, quase todos os dias passo por lá mais não seja para vêr o Sol a pôr-se, mas o que me chamou a atenção no sentido positivo é que nem vi as tais "Mariolas" não sei se o tempo ao algum pescador estão a deixar tudo no sítio, faltou subir lá acima, por aí ainda é capaz de haver alguma coisa, mas o aspecto está melhor e era este que as imagens documentam.












domingo, 23 de setembro de 2018

Falando da Escola Velha - o Diploma do meu pai

Já que se comemoram os 100 anos da Escola Velha, junto o Diploma final das provas do meu pai Francisco Rocha Vieira, já falecido, que diz que concluiu as provas em 24/7/1940 e que as mesmas foram efectuadas com Distinção como se junta. O prémio de então foram umas sapatilhas de lona porque o meu pai foi toda a vida descalço para a Escola Primária.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Discussão da 2ª Fase da obra do Fosso da Muralha


Decorreu ontem uma sessão aberta ao público e organizado pela Câmara Municipal de Peniche, para apresentação do PROJECTO DA 2ª FASE DO FOSSO DAS MURALHAS. Numa sessão muito viva, com a presença de muito público, na mesa para além do Sr. Presidente da Câmara, os Arquitectos responsáveis do projecto.
Devo dizer que gostei sinceramente, primeiro da organização do debate pela Camara para ficarmos a saber um pouco mais duma obra emblemática da cidade, depois gostei do próprio projecto em si, com algumas dúvidas aqui ou ali, mas não muito relevantes.
Depois da apresentação pelo Sr. Presidente da Câmara, seguiu-se a apresentação do Arquitecto responsável, que nos foi elucidando passo a passo.
Das intervenções da assistência, saliento uma que sugere que o projecto não acabe no cais das gaivotas mas siga até à Ribeira Velha e faça a ligação Portões de Peniche de Cima – Ribeira Velha, de outra que gostava de ver a antiga porta de muralha (Hoje fechada) existente no jardim ser ligada por ponte pedonal à nova obra e da demolição dos actuais Armazéns da Câmara, falou-se de apoio náutico para a prática de canoagem etc, mas aqui colocam-se dois problemas, um a poluição que ainda graça no espelho de água, devido a águas que caem dos antigos esgotos e a Eclusa que não funciona, por fim saliento uma outra intervenção que para além de propostas interessantes mas que poderão ficar em carteira para uma fase mais adiantada (o dinheiro disponível actual cerca de 1.2 M € é pouco) mesmo assim falou numa questão pertinente, uma vez que está contemplada a passagem da Festa da Boa Viagem para a nova área (zonas de estacionamento) e dado que são os meses mais críticos, Julho e Agosto, porque não continuar a fazer a festa dentro das muralhas (não sendo feita no Campo da Torre) para ”obrigar” os forasteiros a entrar na cidade, é pertinente mas os sítios apontados para mim não são possíveis, para isso como dizia um amigo que me acompanhava ontem fazia-se onde já foi em tempos na área entre o Mercado e a antiga Fábrica da Ramirez, enfim, ideias.

P.S. – Só tive conhecimento desta sessão por acaso num grupo do facebook a dois dias do mesmo, nem tenho a imagem do cartaz, antigamente este Blogue divulgava eventos de interesse para a cidade porque recebia essa informação via e-mail, poderá fazer o mesmo desde que lhe enviem a informação e desde que seja considerada relevante para a cidade e concelho.




terça-feira, 11 de setembro de 2018

A Guarita do Baluarte da Camboa vai ser reparada

Para que fique registado neste meu livro virtual, alguns momentos que ainda consegui da desmontagem da Guarita para reparação. Direi, finalmente, depois de anos de avisos, como ESTE feito aqui. Mas congratulo-me com esta iniciativa da Câmara, na defesa e conservação do Património.
Imagens que tirei para memória futura.








sexta-feira, 7 de setembro de 2018

As “Mariolas” da Papôa

Uma das coisas que me faz mais confusão, retirando há uns anos uns montinhos de pedra ao nível da maré, já que no inverno as marés acabam por reposicionar o “seu” território, são as múltiplas “Mariolas” torres em pedra muita retirada do sítio e colocada mais acima, eu não sendo Geólogo, nem tendo conhecimentos científicos para interferir, mas não concordando ao que assisto, perguntei a um professor de Geologia, mais propriamente o Sr. Professor Francisco Félix, o que achava disto através de pergunta que lhe coloquei, eis a sua resposta:


“ - Considero que a construção de mariolas na Papôa, nomeadamente sobre a Brecha Vulcânica, representa uma grave agressão ao ambiente natural e uma ofensa aos cidadãos. Trata-se de uma forma de poluição visual sustentada pela alteração de um património geológico de referência. Sublinhe-se que a faixa costeira em causa se integra na Rede Natura 2000 e na Reserva da Biosfera das Berlengas, e por isso deveria estar a salvo de intervenções deste tipo. O capricho de alguém está a descaracterizar um espaço importante e uma mais-valia no que concerne ao aproveitamento turístico. A extração de fragmentos rochosos para fazer as pequenas torres, não faz qualquer sentido, assim como o transporte dos blocos para locais mais ou menos distantes. A acumulação dos fragmentos rochosos nas zonas mais elevadas pode revestir-se de perigosidade. Agora que o acesso à Papôa foi melhorado, tendo-se o cuidado de adotar uma solução sustentável, comete-se este crime ambiental. Assim como não queremos que as muralhas e outros monumentos sejam destruídos, também não aceitamos que um espaço natural possa ser substancialmente modificado. A Arméria - Movimento Ambientalista de Peniche já fez chegar às entidades competentes um “relatório” apelando para a necessidade de travar com a maior brevidade possível as construções referenciadas.”

Agradeço muito sinceramente os esclarecimentos do Professor F. Félix, junto 9 (nove) imagens que tirei no local e embora não traduzam tudo dão uma ideia do que se passa.









segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Finalmente, feita a passagem em madeira para a Papôa

Foram precisos alguns anos de chamadas de atenção, como esta AQUI em 2014 neste Blogue, e o que era difícil (?), tornou-se fácil e dou os parabéns a esta Vereação porque resolveu um problema duma forma simples como se pedia de modo a evitar algum problema grave. Deixo algumas imagens.



quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Governo estuda reverter algumas fusões de Freguesias



Segundo os jornais, o Governo estuda a possibilidade de reverter algumas das fusões de Freguesias que aconteceram no anterior Governo, na minha modesta opinião e só naquilo que me diz directamente respeito, achava bem que se fizesse em Peniche uma redefinição das Freguesias da cidade, a saber, em vez  de 1 (uma)  Freguesia chamada de Peniche, manter a Freguesia da Ajuda e juntar as Freguesias de S. Pedro e Conceição numa só.
E passo a explicar:
A freguesia de Peniche é redutora da cidade pois confunde-se com a própria cidade, os cidadãos ficam mais afastados do seu órgão eleito pois há uma certa confusão entre o que é a Freguesia e o que é a Cidade.
Ao dividir a cidade de Peniche em duas grandes/médias Freguesias aproximavam-se mais os cidadãos dos órgãos eleitos.
A freguesia da Ajuda tem uma História própria (500 anos) que corresponde ao nascimento do povoado de Peniche.
A Cidade de Peniche teria a ganhar com a divisão administrativa de Cima e de Baixo, porque tem problemas próprios.
Esta é e era a minha ideia na altura da fusão que acabou por ser votada, segundo se dizia para “poupar” dinheiro dos contribuintes.
Disse e mantenho, é esta a minha opinião.

22/08/2018
FGV

sábado, 18 de agosto de 2018

Acerca do Serviço Nacional de Saúde


No último ano tive problemas de saúde que me levaram a três Hospitais, além do Centro de Saúde local, foram, eles o de Peniche, Caldas da Rainha e Santa Maria, em todos tive um atendimento humano e profissional, digo isto como introdutório para a algazarra que para aí vai contra o SNS, falta de meios, greves, más condições, etc, etc.

Um serviço com esta dimensão exige meios do Estado (de todos nós) muito difíceis, em equipamentos, em meios humanos, em infraestruturas, em logística, etc.

De modo que há que haver algum cuidado/bom senso, quando se critica este serviço de capital importância para a população em geral e os mais necessitados em particular.

Na parte que me diz respeito, depois de ser assistido na urgência em Peniche e Santa-Maria onde fui tratado humanamente (tive essa sorte?), mas tive de compreender que o médico que me ia ver estava a operar e só muitas horas depois de ter dado entrada pude ser observado, em tudo, todos os exames a fazer foram feitos e tive sempre uma palavra amiga, porque se admiravam que eu nunca me queixava de nada (questão de feitio), nesse Hospital não me faltou nada no seguimento, depois fui para as Caldas para o CHO, aí encontrei três médicos não referirei nomes para não criar susceptibilidades, que foram de um profissionalismo e uma dedicação que não tenho palavras, para além do pessoal de enfermagem e até do pessoal de atendimento que merece ser bem tratado para que nós recebamos o mesmo tratamento.

Agora o meu processo vai novamente ser transferido para o Hospital de Santa Maria, onde serei de novo bem tratado, a um nível bem mais confuso, pudera, mas depressa me habituarei e estabelecer-se-á uma relação profissional e humana boa, não tenho dúvidas disso.

Os médicos não são adivinhos, são homens e mulheres com uma grande qualificação profissional e de formação, mas precisam de meios de diagnóstico, e sabemos que todos os exames são muito caros, aqui entra uma das dificuldades do SNS, no entanto há uma coisa que eu sei, podem ter os hospitais mais bem apetrechados e as melhores máquinas, se as PESSOAS não forem valorizadas, de pouco serve, o que eu quero dizer para terminar que já vai longo, é que são as PESSOAS que fazem o SNS e não adianta estar contra elas porque pedem outras condições de trabalho ou monetárias, são elas o motor a alma e o coração do SNS.

18/08/2018
FGV

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O Restaurante

Acompanho desde o inicio a série que está a dar na RTP2, "Restaurante", uma série Sueca, excelente, do género a que a RTP2 já nos habituou, nele se retrata a vida como ela é, passa-se (à volta) num restaurante de luxo no pós-guerra e nele se retrata a natureza humana com tudo o que tem de mau,a ganancia humana bem representada, a maldade e o sofrimento até dos que passaram pelos campos de concentração nazis e tudo o que projecta para o futuro dos que sobreviveram. Vai com certeza acabar mal, mas talvez uma parte boa do ser Humano venha ao de cima, talvez...

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Aniversário, o teu aniversário

Sim, fizeste 11 (onze) anos, em condições normais já não estarias no activo, não tens a importância de outrora, não divulgas fotografias desta terra que 1855 pessoas não divulguem, tudo tem o seu tempo, já tiveste o teu, eram agradecimentos por todo o lado, o Peniche antigo e histórico, o Peniche das pedras e do mar, do pôr do Sol, e do nascer, do património, enfim da nossa História local, da cultura e das gentes.
Passou o teu tempo, mas não te vou abandonar, ficarás vivo até eu poder, até ao ultimo leitor, nem que seja só eu, então acabar-se-á tudo.
Ainda irás dando alguma coisa, algumas que uns não gostam e outros... ainda menos, ou não, talvez haja alguém que ainda procura uma coisa que lhe diga algo no "Pinturas em Peniche".
Vais continuar vivo mas com calma, que os nossos corações já não são o que eram, não te abandonarei como a uma coisa sem interesse, como está na moda.
Contens em ti muita coisa interessante, ainda um dia te procurarão para tirar apontamentos, mas não penses que levas algum agradecimento, tira o cavalinho da chuva, como diz o outro, mantém-te simplesmente digno. 

domingo, 5 de agosto de 2018

Conversas de circunstância, mas tão Humanistas


Boa tarde João, boa tarde Chico nunca te vejo,
Venho aqui quase todos os dias dar a minha voltinha, mas tu estás a trabalhar à sombra da muralha com certeza, porque é que não estás lá hoje com o Sol em brasa como está e tu a apanhares este escaldão em chapa? Queres que te vá buscar um chpéu ou um boné?
Não nino, deixa estar eu daqui a pouco vou embora
Porque é que não passas para a sombra da muralha, lá para dentro?
Sabes é que as crianças estão a brincar e eu tenho de estender o aparelho, deixa-as brincar à vontade
Sim, é isso João, vou andando, tem cuidado com o Sol
Está bem nino, adeus, até amanhã
Adeus

quinta-feira, 26 de julho de 2018

A pesca da Sardinha e o Arrasto

Todos têm presente o controle e bem da espécie Sardinha, que vem decrescendo há vários anos uns mais outros menos mas que os pescadores e as autoridades têm sabido chegar a um entendimento para a sua redução de pesca efectiva, pois para além do Defeso Biológico, também têm sabido gerir as cotas, para bem de todos. No entanto faz-me espécie, na minha posição de leigo na matéria, que o Arrasto (eu sei que existem cotas das espécies a cumprir que são aprovadas pela UE, no entanto calculamos que pode não ser bem a mesma coisa que uma paragem de facto ), pelo que não se exerce a obrigatoriedade de paragem biológica para este processo de pesca nem que fosse Dois meses por ano, como é evidente a paragem não seria simultânea, mas sim desfasada, até por efeito que teria nas lotas, ou seja fazer um calendário de paragem das diversas Unidades a arrastar na Costa Portuguesa de norte a sul de modo a salvaguardar as espécies e maternidades do fundo marinho, e porque não garantir o próprio futuro desta pesca.
São ideias  de quem não está por dentro dos assuntos mas tem sensibilidade para os mesmos.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Traineiras da pesca da sardinha paradas em Peniche

Para além de um episódio que ontem aconteceu, a questão levantada  pelo ICES (Comissão Internacional para a Exploração do Mar) de que o ano de 2019 deveria ser de ZERO capturas de sardinha nas costas de Portugal e Espanha, afirmação de que a Ministra do Mar discorda, dizendo que o ICES por vezes peca por excesso. Para corroborar a afirmação da Sra. Ministra, ainda temos os cruzeiros científicos organizados pelo IPMA, que se têm traduzido numa franca recuperação do stock de sardinha na costa portuguesa, concretamente entre Caminha e o Cabo Espichel, em que em 2017 mais que duplicou para 120 Mil Toneladas , um acréscimo de 110% face às 57 Mil Toneladas de biomassa registadas no ano anterior, segundo informação da Associação de Pesca do Cerco. Tudo somado aqui vos deixo a imagem do porto de Peniche com todas as traineiras encostadas ao cais.








quinta-feira, 28 de junho de 2018

Concerto de Piano e Ensemble de Cordas - 27JUN - Igreja de S. Pedro

Teve lugar ontem um concerto na Igreja de S. Pedro completamente cheia, com alunos de piano da Academia de Musica Stella Maris e alunos do Conservatório das Caldas da Rainha, que tocaram em conjunto peças de Yann Tiersen, Yruma e Ludovico Eunadi. Tratou-se de um extraordinário programa, excelentemente executado pelos alunos de Piano e Cordas, de referir também o excelente som e luz que enquadrou a actuação dos jovens artistas. Parabéns ao Professor Gerardo e à Academia de Música Stella Maris e bem assim como ao Conservatório de Musica das Caldas da Rainha. Não tenho imagens, pois fui com o propósito único de desfrutar do Concerto, e que bem que me soube. Obrigado.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dia da Criança - Direitos da criança

DIREITOS DA CRIANÇA

Proclamada pela Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas n.º 1386 (XIV), de 20 de Novembro de 1959.

 Princípio 1.º
 A criança gozará dos direitos enunciados nesta Declaração. Estes direitos serão reconhecidos a todas as crianças sem discriminação alguma, independentemente de qualquer consideração de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou outra da criança, ou da sua família, da sua origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou de qualquer outra situação.

 Princípio 2.º
A criança gozará de uma protecção especial e beneficiará de oportunidades e serviços dispensados pela lei e outros meios, para que possa desenvolver-se física, intelectual, moral, espiritual e socialmente de forma saudável e normal, assim como em condições de liberdade e dignidade. Ao promulgar leis com este fim, a consideração fundamental a que se atenderá será o interesse superior da criança.

 Princípio 3.º
A criança tem direito desde o nascimento a um nome e a uma nacionalidade.

 Princípio 4.º
A criança deve beneficiar da segurança social. Tem direito a crescer e a desenvolver-se com boa saúde; para este fim, deverão proporcionar-se quer à criança quer à sua mãe cuidados especiais, designadamente, tratamento pré e pós-natal. A criança tem direito a uma adequada alimentação, habitação, recreio e cuidados médicos.

 Princípio 5.º
A criança mental e fisicamente deficiente ou que sofra de alguma diminuição social, deve beneficiar de tratamento, da educação e dos cuidados especiais requeridos pela sua particular condição.

 Princípio 6.º
A criança precisa de amor e compreensão para o pleno e harmonioso desenvolvimento da sua personalidade. Na medida do possível, deverá crescer com os cuidados e sob a responsabilidade dos seus pais e, em qualquer caso, num ambiente de afecto e segurança moral e material; salvo em circunstâncias excepcionais, a criança de tenra idade não deve ser separada da sua mãe. A sociedade e as autoridades públicas têm o dever de cuidar especialmente das crianças sem família e das que careçam de meios de subsistência. Para a manutenção dos filhos de famílias numerosas é conveniente a atribuição de subsídios estatais ou outra assistência.

 Princípio 7.º
A criança tem direito à educação, que deve ser gratuita e obrigatória, pelo menos nos graus elementares. Deve ser-lhe ministrada uma educação que promova a sua cultura e lhe permita, em condições de igualdade de oportunidades, desenvolver as suas aptidões mentais, o seu sentido de responsabilidade moral e social e tornar-se um membro útil à sociedade. O interesse superior da criança deve ser o princípio directivo de quem tem a responsabilidade da sua educação e orientação, responsabilidade essa que cabe, em primeiro lugar, aos seus pais. A criança deve ter plena oportunidade para brincar e para se dedicar a actividades recreativas, que devem ser orientados para os mesmos objectivos da educação; a sociedade e as autoridades públicas deverão esforçar-se por promover o gozo destes direitos.

 Princípio 8.º
 A criança deve, em todas as circunstâncias, ser das primeiras a beneficiar de protecção e socorro.

Princípio 9.º
 A criança deve ser protegida contra todas as formas de abandono, crueldade e exploração, e não deverá ser objecto de qualquer tipo de tráfico. A criança não deverá ser admitida ao emprego antes de uma idade mínima adequada, e em caso algum será permitido que se dedique a uma ocupação ou emprego que possa prejudicar a sua saúde e impedir o seu desenvolvimento físico, mental e moral.

 Princípio 10.º
 A criança deve ser protegida contra as práticas que possam fomentar a discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Deve ser educada num espírito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos, paz e fraternidade universal, e com plena consciência de que deve devotar as suas energias e aptidões ao serviço dos seus semelhantes.