domingo, 16 de setembro de 2007

Escola "do Filtro" - Peniche de Cima - Inauguração

Dia 16/09/2007 pelas 11 h inauguração da "nova" Escola do Filtro pelo Presidente da Câmara, estive lá e tirei algumas fotos que aqui vos mostro.

O Presidente da Câmara no uso da palavra.


 Exibição do Rancho Folclórico dos Bolhos.





Alguns pormenores do interior da escola, aproveitem todos, pais, professores e principalmente alunos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Amor é

Amor é, dar sem receber
Amor é, ouvir uma música de que se gosta
Amor é, ler um livro que nos faz sentir bem
Ser pai e mãe querendo ser filho
Lembrar as palavras que não pudemos ter ou não soubemos ter com quem já nos deixou
Apanhar com a raiva de quem adoramos pelas dificuldades da vida e mostrarmos o nosso sorriso e a nossa boa vontade
Tentar agradar a todos os nossos mesmo sabendo que é uma tarefa ciclópica
Sentir-mo-nos bem quando estamos a saborear uma bela refeição, mas lembrar-mo-nos de alguém que não está assim tão bem
Sentirmos o coração sangrar de desgosto, mas não dizermos a ninguém para não estragar momento nenhum de possível felicidade
Amar sem restrições, sem preços nem custos
É nunca estar sozinho (a), mesmo estando fechado entre quatro paredes, com as janelas corridas, com a nossa companheira (o) deitada (o) na cama da doença e depois vermos que de facto estamos sós, e choramos silenciosamente para que ninguém possa ouvir ou partilhar tamanha dor
É dar, dar sempre, sem saber se faz falta ou se ficamos sem nada
É repousar num sofá num sábado á tarde, ouvindo a nossa companheira a lidar
É termos um cão de quem gostamos
É um pássaro que voa na manhã soalheira

Francisco G. Vieira

domingo, 9 de setembro de 2007

Escola Primária "do Filtro"


Porque moro junto á Escola, porque sou de Peniche de Cima e também e principalmente porque os meus três filhos fizeram toda a Primária nesta escola tenho acompanhado com muito interesse as obras de renovação da Escola e de facto dá gosto ver como ficou, claro que as fotos que tirei são exteriores mas "dá para ver" o seu interior, por acaso o meu filho mais velho esteve cá em Peniche este fim de semana e fomos ver a Escola, vi que ficou contente. Aqui publico portanto algumas fotos do exterior da Nova Escola "do Filtro" e muitos parabéns pelo trabalho realizado.









sábado, 8 de setembro de 2007

Quadra Popular







Vós que lá do vosso império

prometeis um mundo novo












calai-vos que pode o povo

qu'rer um mundo novo a sério




António Aleixo

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Plano Ordenamento Reserva Natural Berlenga - Discussão Pública


de 04 de Setembro a 17 de Outubro de 2007

O Plano de Ordenamento da Reserva Natural das Berlengas encontra-se em discussão pública entre os dias 4 de Setembro e 17 de Outubro de 2007.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Cântico Negro


"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Criança pescando


A lata do isco, a linha de seda, fim de tarde na Ponte Velha, quando lhe estava a tirar a fotografia, dissse-me que já tinha apanhado 3 peixes, onde estão perguntei fugiram disse. Fez-me lembrar os meus tempos de criança quando vinhamos brincar para a "barra nova" com os barcos feitos das latas de óleo e as redinhas com pequenas cortiças a emitar as grandes. Tempos passados.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Jardim da Prageira - um Bom Trabalho

Não sei se o nome é "Jardim da Prageira" se não, mas para o caso tanto faz, já há algum tempo que me tinha chamado a atenção para aquele aproveitamento em zona verde que me cativou desde logo e achei-o bastante bonito, mas só agora calhou tirar algumas fotos para as publicar.


É um Jardim tipo "zona húmida" muito bem circundados por uma zona pedonal.


Existe também uma zona de merendas muito bonita, com as cores e os materiais todos bem enquadráveis e sem nenhum tipo de diferenciação pictórica não aconselhável.




Situado junto ao Eco Centro de Recolha da Prageira (zona de recolha de materiais para reciclagem) ajuda a atenuar o impacto negativo que este pudesse causar. Assim as pessoas saibam estimar e de uma forma particular os jovens, já que também têm um parque de jogos no local, preservem este equipamento. Dizer bem do que é de dizer bem, apoiar o que é de apoiar.

domingo, 2 de setembro de 2007

sábado, 1 de setembro de 2007

Francisco Rocha Vieira 17/06/28 - 31/08/92


Pai, fez 15 anos que faleceste, e não encontro melhor forma de te prestar homenagem do que aqui neste meu espaço, eu sei que lerão estas palavras as pessoas que tu querias, que tu mais amavas.
Ficaste
órfão de pai com 4 anos, tiveste uma infância difícil de fome e privações de tudo, a avó Adelina ficou com 4 filhos e tinha de trabalhar para os sustentar fazendo renda de bilros, fizeste a 4ª classe e passaste com distinção, e de tal maneira que como andavas sempre descalço te ofereceram como prémio umas "alpercatas". Foste muito cedo para o mar e foi sempre essa a tua vida, tirando o serviço militar que também cumpriste. Lembro-me pai quando era pequeno de ir levar o farnel á Ribeira, mandava-me a mãe pois tu não vinhas a casa, era uma "arrasa" de chicharro e era descarregar até tarde e depois ir logo para o mar, eram quase 24 horas a trabalhar, que vida ingrata pai. Por isso, por passares o que passaste não quiseste que eu fosse para o mar e tu e a mãe fizeram o sacrifício de me pôr na Escola Industrial onde tirei o Curso Industrial, obrigado pai, sem quereres ensinaste-me o que era democracia e ditadura, com a simplicidade dos teus gestos e dos teus gostos, eras um HOMEM simples, nunca poderias conviver com holofotes, esse não era o teu timbre, antes querias ver o mar pela manhã, conviver com os teus amigos e companheiros de profissão já durante a reforma no Portão de Peniche de Cima onde hoje estão ainda alguns do teu tempo. Deste-me exemplos de que eu não esqueço, na maneira como ajudas-te a educar os teus netos, a paciência que demonstravas para eles e o carinho, eles também não o esquecem. Conversámos menos do que aquilo que devíamos, não havia muita oportunidade, talvez um dia, quem sabe, possamos pôr a conversa em dia, fazes-me falta pai.
Até sempre.

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Quiiinze? Eu tenho é o dezanove…
Os anos passaram depressa, afinal. Quinze. “Quiiinze?”, perguntaria a avó com aquele tom que nos desarma sempre, obrigando-nos a rir a bandeiras despregadas mesmo quando a situação é de pesar. Como parece ser o caso. Ou talvez não seja tanto assim. Ora vejamos: O “caso” conta-se rapidamente e sem rodeios. É que não estás por cá, entre nós quero eu dizer, há 15 anos. O que às vezes se enovela na minha garganta sob a forma de nó triste.
Não estás. E como tal, não te ouvimos as palavras-mundo cheias de simplicidade aparente. Não te notamos a presença sempre discreta mas absoluta. Não te vemos o sorriso rasgado de par em par nem encontramos os solavancos da tua barriga redonda, provocados pelas gargalhadas que disparavas. Não te tocamos as rugas fundas do rosto crestado, como marcas de cordas na areia. Não te cheiramos os dedos amarelados de um tabaco ténue.
Deixei de me “baldear” às cartas porque desde os 13 não jogo à sueca. Deixei de ter parceiro para combinar truques de trunfos na mesma altura em que decidi assumir que, afinal, não tinha cócegas (o gozo da nossa brincadeira residia nisso mesmo, no facto de ser a nossa brincadeira). Já nem sequer aprecio filmes de capa e espada, embora continue a comer meloa e a gostar dela doce. Como tu.
Bem, se eu quiser ser sincera comigo (e é só isso que interessa), tenho que admitir que não deixaste de estar mas apenas de ser. A verdade é que te sinto comigo desde então. Não direi que és anjo, pois acho que não me perdoarias a atoarda. Também não és brisa celestial ou murmúrio etéreo. És, sim, uma espécie de impermeável invisível que me acompanha sempre. Proteges-me mesmo sem eu dar conta. E guias-me os passos independentemente do continente que eu pise. Na verdade, as coisas são assim mesmo e não carecem de grandes explicações.
É como se a jogar ao loto saísse o quinze em vez do almejado dezanove. E mesmo sem quinar (a avó conjugaria outro verbo hilariante…), marcaria aquele número precioso no meu cartão vermelho. Não és, mas estás. Quinze ou dezanove… Se fechar os olhos com força, estás a estender-me a mão numa praia que me é familiar. Olha… talvez faça cartão cheio!
AV

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Entrada de Peniche de Cima - "Rotunda"

Quem está por ali em hora de movimento arrepia-se de ver a possibilidade de colisão entre os veículos que vêm de cima - Lado Cabo Carvoeiro - e os que entram na cidade e pretendem virar para a Av. 25 de Abril, não acontecendo mais vezes o acidente devido ao facto dos condutores que conhecem esta situação circularem devagar.
Há cerca de 6 ou 7 anos conversei com um amigo meu, que nessa altura penso que era Vereador Municipal, acerca deste assunto e se não pensavam alterar o sistema de circulação rodoviária de entrada e saída de Peniche junto aos "portões da cidade", ao que me respondeu que estava a ser elaborado um estudo para analisar todo o transito de Peniche, pois bem passados estes anos pelo menos em relação a este problema a situação mantém-se inalterável, urge por isso que a entrada da nossa cidade seja dotada de um sistema bonito mas principalmente funcional.

A propósito, de todos os concelhos do país, quantos com a nossa população ainda não têm sistema de transito regulado por sinalização de semáforos ?

Hoje é dia de Feira