terça-feira, 1 de abril de 2008

Bússolas, Aparelhos de Navegar e outras Artes

Esta é uma intenção de criar aqui uma entrada para a mostra de Aparelhos, Artes, peças e Máquinas, Bússolas ou Radares, para dar uma pequena contribuição no sentido do conhecimento do património de Peniche, nomeadamente ligado à faina do mar. Assim o consiga.

Bússola de bolso; Marca desconhecida; Fabrico Meados século XX; França
Propriedade Estêvão A. Henriques

Bússola de bancada; Marca - Sestrel; Fabrico Finais século XIX; Inglaterra
Propriedade Estêvão A. Henriques
Agulha Repetidora de Giro. Bússola; Marca - Sperry; Fabrico 1910; USA
Propriedade Estêvão A. Henriques



Agulha de marear; Marca - A.A. & C. Lda; Fabrico meados século XX; Lisboa
Propriedade: Estêvão A. Henriques

Memórias breves da infãncia

Por vezes dou comigo a pensar nos tempos de miudagem, quando éramos miúdos e íamos ao “cinema do Padre” a malta lá juntava os 25 tostões e ao domingo à tarde lá íamos. Se o filme era de espada vínhamos a jogar espada todo o caminho depois do cinema até à muralha, onde havia o “castelo” e eu o Albino, o Augusto, o João entre outros era jogar espada até ao anoitecer, e depois ir para casa jantar e normalmente cama, mas tinha sido um dia bem passado, pudera, ver um filme dos 3 mosqueteiros e ainda por cima correr as muralhas todas a jogar à espada desde o “Vilas” até ao “castelo” da muralha de Peniche de Cima.

Se o filme era de cowboys era tiro de ferver pelo mesmo percurso.

Em baixo o nosso campo de «hóquei» , os sticks eram feitos com madeira do estaleiro que estava ali à mão de semear, mas eram forrados com chapa de alumínio usada para o chão das casa de motor dos barcos que se estavam a fazer no estaleiro .


Era fantástico

sábado, 29 de março de 2008

Descarga de peixe na Ribeira Velha anos 70-80

Centenas de pessoas de cá e de fora, vinham de manhã e à noite só para assistir ao frenesim da descarga da sardinha. O meu pai andava ao mar na «Branca de Neve», de noite então era certo e sabido que tínhamos de ir dar uma volta à Ribeira para ver o ambiente, trocar umas palavras com amigos pescadores e beber uma cerveja.



Outros tempos.

sábado, 15 de março de 2008

domingo, 2 de março de 2008

Muralhas do Baluarte norte de Peniche de Cima



Devido à acção do mar a muralha norte, a mais exposta ás intempéries, do Baluarte de Peniche de Cima apresenta falhas conforme a imagem apresentada, era por isso aconselhável proceder á sua reparação antes que caia mais algum bloco. 

À consideração das entidades responsáveis.




sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A caminho




Abstracto
Acrílico sobre tela 100x80 cm
2007


Um caminho
Todos perseguem o seu, todos procuram o seu caminho, uns conseguem descobri-lo outros não
Mais tarde ou mais cedo todos perguntarão, O que é que me está destinado? Qual é a minha missão?


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O que fica são as imagens

Escreve-se pouco, lê-se pouco.
Este é seguramente o século da imagem, o que fica, o que vai ficar são as imagens, mesmo assim é um século onde nunca se publicou tanto, tantas enciclopédias, livros de história universal, de Portugal, Atlas, edições a baixo custo de romances, etc, quase todos os jornais publicam colecções de livros juntamente com a venda do jornal, porem nunca a frase “uma imagem vale mais que mil palavras” foi tão bem aplicada.
As sociedades estão a ser organizadas para não se perder tempo a ler, os canais televisivos, a Internet, roubam o retiro da leitura, os jornais não vendem, a não ser os que publicam os títulos e nos remetem para meia dúzia de linhas de assunto, a densidade de escrita é desaconselhada, até os livros têm de ser light, para ser mais fácil ler, as revistas de sucesso são as que reproduzem a vida dos famosos (?), o jogador de futebol A foi á discoteca com a modelo B, extraordinário e nós que não sabíamos.
O que fica, o que vai ficar são as imagens, houve o tempo do papiro, da prensa, o século XX foi o das grandes publicações, agora são as imagens, lê-se menos, apesar das estatísticas dizerem o contrário, há pessoas a fazerem colecções fabulosas de livros em casa para alguém ler um dia, talvez um filho, ou um neto. Aqui também não se foge à regra, são colocadas mais imagens do que textos, porque de facto o que fica são as imagens.
Para a Andreia.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Um Centro de Dia em Peniche de Cima?


Quando vejo pescadores e não pescadores, a maioria reformados sentados ali pelo portão de Peniche de Cima, ocorre-me que talvez fosse bom as entidades autárquicas e outras providenciarem para a concretização a exemplo do que já existe no antigo Tribunal, de um Centro de Dia da Freguesia da Ajuda.






Como sugestão aponto, porque me parece o melhor local, apesar de a ideia poder ser considerada utópica, o antigo edifício do Instituto Socorros a Náufragos, pela sua proximidade ao mar o que muito lhes agradaria por certo, possivelmente nem seria preciso utilizar todo o edifício.


Aqui fica a ideia à consideração.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

A independência unilateral do Kosovo


Só quem não conhece a história não ficará preocupado com o que pode vir aí.
Ao fomentar e incentivar a independência do Kosovo, os Estados Unidos, que já possuem uma importante base militar (Camp Bondsteel) na província, acompanhados para já pelos 4 grandes da Europa, Alemanha, Inglaterra, Itália e França, com a rejeição da Espanha, põem em perigo a estabilidade da região dos Balcans e alimentam o sonho da Grande Albânia, vide casos Macedónia e agora Kosovo.
Com a oposição frontal da Rússia, esta acção unilateral, terá como suporte o exército dos Estados Unidos e os dinheiros e funcionários da União Europeia, uma vez que se trata de uma região pobre.
As lições da 1ª Guerra Mundial e também da 2ª dizem-nos da sensibilidade da região, há pois que estar muito atento.
Vamos a ver se a Europa que neste caso não fala a uma só voz, não fará mal, esquecendo a história, de ir atrás da estratégia dos Estados Unidos para a região.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Forte de Nossa Senhora da Luz

Aqui se mostra o estado de degradação do Forte da Luz, uma das componentes da cintura militar de Peniche. Porque não recuperar as partes mais significativas do forte?

Faria parte dum passeio pedestre por toda a zona desde o baluarte de Peniche de Cima até à Papôa, tenho a certeza de que os vindouros e os turistas agradeceriam.

Se o futuro de Peniche está no turismo, não sei do que é que estão à espera.










segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Globalização e os Sindicatos

A propósito do Congresso da CGTP que ocorreu recentemente fui rebuscar um texto que escrevi há tempos e vou publicá-lo aqui devido à importância do tema.
Eu penso que os sindicatos têm um importante trabalho se o quiserem fazer de defesa dos seus associados, e contrariamente aqueles que pensam que agora não servem para nada, estão enganados, nesta altura em que a globalização quase sem se dar conta está a reduzir ou a comprimir os direitos de todos os trabalhadores sem excepção, é nesta altura que as organizações ditas de classe devem elevar a sua voz, não como porta estandartes de ninguém, mas como organização forte que possa fazer chegar a sua voz junto do governo e ou entidades empregadoras para discutir e defender a parte fraca, nunca, refiro novamente, quanto a mim, se justificou tanto a existência de organizações capazes de reunir de igual para igual com órgãos decisores para a resolução dos casos já existentes e dos que vêm aí. Há novas formas de marginalização a aparecer, de exclusão, de emprego precário que suscitam novos desafios.
Mais de 50 % dos trabalhadores deste país nuns casos devido à globalização e consequente deslocalização de empresas e negócios, noutros devido à tentativa de resolução violenta de um problema que já vem do século XIX, que é como todos sabemos a redução do “Deficit”, vivem com a sombra da “mobilidade”, do desemprego, enfim com a “Espada de Dâmocles” por cima das suas cabeças.
FGV

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Viveiros

E se os antigos viveiros de Peniche de Cima hoje destruídos, pudessem ser reconstruídos? não para a sua missão antiga com lagostas é claro, mas talvez como percurso pedestre à maré vazia, para apreciar como era tudo tão belo antigamente, com os caminhos arranjados, talvez seja utópico ou saudosista este desejo, mas não deixo de o manifestar. Porque gostava de percorrer aqueles caminhos á maré vazia como fazia antigamente, quando íamos até "à piscina" para mergulhar.



domingo, 10 de fevereiro de 2008

Fim do dia na ponte velha

Marés de ouriços


Já há muito tempo que não comia uns ouriços, ontem a minha mãe disse-me que o meu tio António Neto de Almeida (Cuiabá) tinha ido á maré e apanhado uns ouriços e tinha trazido alguns para mim. Comi finalmente alguns para matar o desejo. Obrigado tio pela tua lembrança.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Solidão

Certo dia li uma frase que me marcou para sempre: a solidão é necessária para a vida social como o silêncio para a linguagem. Na verdade acho que temos um conceito muito errado do que é a solidão. Pensamos que ela é algo de terrível e não nos poupamos a esforços para a combater. Lançamo-nos em toda a espécie de actividades e de barulho para evitar o desespero de ficar só. Um enorme disparate! A solidão é importantíssima, mas a solidão verdadeira. Quando não há uma solidão verdadeira que enriqueça a vida interior das pessoas, estas procuram uma falsa solidão destruidora. A verdadeira solidão encontra-se na humildade, a falsa no orgulho. A verdadeira solidão é uma introspecção, uma separação para nos conhecermos melhor e identificar o nosso papel com os outros. Ela não precisa de um “eu” para enaltecer ou reivindicar. A falsa solidão, como nada procura ou encontra no seu centro, tenta arrastar tudo para si. Ela é por isso egocêntrica; exige em vez de dar. A verdadeira solidão limpa e abre a alma ao mundo. A falsa fecha-a. No fundo ambas procuram distinguir o indivíduo da multidão, mas apenas a primeira consegue.
Texto retirado da net.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Naufrágio do San Pedro de Alcantara em 2/2/1786



Já tudo foi dito acerca do naufrágio ocorrido faz hoje 222 anos, do navio espanhol de 164 canhões vindo do Peru carregado de prata, cobre e ouro das minas Peruanas e o seu destino era o porto de Cadiz. O naufrágio ocorreu pelas 22 h 30 do dia 2 de Fevereiro do ano de 1786 na península da Papôa e em que morreram 128 pessoas entre as quais 17 Indios prisioneiros políticos, mulheres e crianças, ligados à rebelião de Tupac Amaru.
Informações mais pormenorizadas encontram-se aqui ou aqui
Este é tão só o relembrar do acontecimento de grande importância e que a Câmara de Peniche e a Embaixada do Peru vão comemorar hoje


Zona do naufrágio na costa norte da Papôa.

Documentário vídeo sobre os factos históricos.