Escreve-se pouco, lê-se pouco.
Este é seguramente o século da imagem, o que fica, o que vai ficar são as imagens, mesmo assim é um século onde nunca se publicou tanto, tantas enciclopédias, livros de história universal, de Portugal, Atlas, edições a baixo custo de romances, etc, quase todos os jornais publicam colecções de livros juntamente com a venda do jornal, porem nunca a frase “uma imagem vale mais que mil palavras” foi tão bem aplicada.
As sociedades estão a ser organizadas para não se perder tempo a ler, os canais televisivos, a Internet, roubam o retiro da leitura, os jornais não vendem, a não ser os que publicam os títulos e nos remetem para meia dúzia de linhas de assunto, a densidade de escrita é desaconselhada, até os livros têm de ser light, para ser mais fácil ler, as revistas de sucesso são as que reproduzem a vida dos famosos (?), o jogador de futebol A foi á discoteca com a modelo B, extraordinário e nós que não sabíamos.
O que fica, o que vai ficar são as imagens, houve o tempo do papiro, da prensa, o século XX foi o das grandes publicações, agora são as imagens, lê-se menos, apesar das estatísticas dizerem o contrário, há pessoas a fazerem colecções fabulosas de livros em casa para alguém ler um dia, talvez um filho, ou um neto. Aqui também não se foge à regra, são colocadas mais imagens do que textos, porque de facto o que fica são as imagens.
Para a Andreia.