terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Uma contemplação da natureza enquanto o tempo se vai

Se houvesse um sitio para ficar e ver o desenrolar do tempo, a sequencia das coisas boas e más, ao mesmo tempo que se aprecia a beleza que a natureza nos mostra, esse era certamente assim, ali para os lados do Bº do Visconde, numa foto de 2013.



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Fish Tour - Um documentário, um trabalho, um projecto

Asssisti na ESTM num auditório "à cunha", à exibição do documentário FISH TOUR. Trabalho excelente, baseado nas gentes de Peniche  e passado maioritáriamente a bordo da traineira "Afrodite".
Poderá ser uma das vertentes do futuro, a combinação entre o turismo e a pesca de cerco.
Algumas imagens captadas com telemovel.


domingo, 14 de dezembro de 2014

A passagem para a ilha do Baleal

O desassoreamento da Baía de Peniche de Cima é um facto, aliado ao aumento do nível das águas do oceano, da erosão natural das dunas e seu sistema defensivo,  à intervenção humana e de causas naturais, tenho para mim no entanto que uma das origens que apressou este fenómeno na nossa Baía foi a construção em maciço da estrada que liga a terra à ilha do Baleal. Como a imagem documenta, esta obra não prevendo a passagem natural das areias de norte para sul, ajudou ao fenómeno. esta é uma ideia que mantenho há muitos anos, no entanto dado que não possuo formação técnica/cientifica para o provar, ficarei apenas com este "palpite".

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O sal da lingua

O sal da lingua

Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.


Eugénio de Andrade

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

À conversa com Laborinho Lucio - "O Chamador, livros, pessoas e territórios" - 4/12/14

O Rotary Clube de Peniche convida para finalizar o seu ciclo de palestras este ano, o Dr. Laborinho Lucio para um encontro a realizar no Auditorio do Edificio Cultural da Camara Municipal de Peniche. Para mais informações clicar AQUI.

domingo, 30 de novembro de 2014

Na minha rua

Na minha rua
Quando eu era pequeno, na minha rua, a Travessa da Fé, ali em Peniche de Cima em frente à muralha, a vida fervilhava, pela manhã as crianças iam para a escola da Maria Mechas, aliás até ir para a escola primária, todos ali andávamos a aprender. No tempo da praia, logo pela manhã, levávamos pão quente por vezes com açúcar e azeite acabado de fazer na padaria do Ti Carlos Padeiro e da Ti Irene, o carro do Sr. Petinga era abastecido de tabaco para partir para distribuição, mais abaixo havia o curral do macho do Ti Carlos, no outro lado da rua a “menina” Sabina já havia saído para abrir a loja, os Borralhos viviam em frente a nossa casa, o Belmiro, o Carlos, o Joaquim e a Argentina, o Ti Joaquim Alves “Borralho” com a sua calma e altura, metia respeito, uma pessoa sempre educada, havia ainda a Lola e o Ti Pedro ao lado da minha casa, por baixo num grande rés-do-chão, o meu padrinho Jesuíno e a tia Conceição, ainda a prima São, pelo meio-dia a minha mãe ia à muralha chamar-me para o almoço, era a interrupção dos banhos e da vida da praia, que logo era retomada rapidamente, ainda a tempo de ficarmos a tomar conta eu o Zé Batista e outros, das lanchas dos homens que tinham vindo da pesca da Lula e iriam novamente para a faina, normalmente ficávamos com a do Ti Taitai, à tarde havia tempo para ouvir o Ti Vergílio e a sua corneta a anunciar os Sorvetes ou “Xirivetes” como nós os chamávamos. À noite, eram as brincadeiras de verão se era o caso, o jogo da mosca, entre outros, ir aos Besouros fora do portão. Dia sim, dia não ainda tinha de encher as bilhas de água na bica de Peniche de Cima e coloca-las no aparador. Em frente à nossa casa ainda havia a Lurdes e a sua filha Silvina e o marido, o Silvino Licotes, a rua do meu lado e a seguir ao curral morava a Ti Juvita e o Ti Amadeu que tinha lugar cativo no mesmo sitio da muralha para pescar, depois acabava na taberna da Tia Aida, antigamente como taberna do Churrilha, no outro lado o Ti Zé do Carmo e a Ti Leopoldina finalizavam a Travessa da Fé. Na minha casa o meu pai estaria a dormir à espera que o velho terra lhe viesse dar ordens para ir para o mar e a minha mãe fazia renda na sala de fora, com a minha avó Adelina e a minha Tia Violeta que morava ao nosso lado com o meu primo Francisco António e o Tio Afonso.
Era assim a minha rua naquele tempo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Equipa do Grupo Desportivo de Peniche - c. 1971/72


Mais uma grande equipa do GDP de inicio dos anos 70 do século XX

De pé da esquerda para a direita:

Catinana, Parracho, Tavares (GR), Zé Artur, Mendes, Lino, Fraxedas (GR), Vinueza (Treinador) e  Joaquim (Massagista)

Em baixo da esquerda para a direita:


Armando Luis, Campinense, Honório, Petita , Balau, Borges .


Foto enviada pelo Zé Rachão.

domingo, 23 de novembro de 2014

Turma da Escola de Pesca de Peniche - 5ª Classe - 1971


Esta fotografia foi tirada em 8/4/1971 junto ao antigo Clube Naval, os alunos estão todos muito informais, possivelmente a fotografia não foi planeada.

Na linha da frente sentados, da esquerda para a direita:

José Joaquim Meca Vagos,  , Casimiro Santos, João Manuel, Jorge, Marujo, Jacinto

Na segunda linha de pé:


Cabo de Mar – Marques, Adelino, João “Ganas”, Fernando “Fedica”, Anastácio, Edmundo, Idalino, Macatrão, Bassaqueira, José Maria,  , Fernando, Zarro, Francisco Chitas, Carlos Florêncio.

Foto enviada por um dos alunos Sr. Casimiro Santos

terça-feira, 18 de novembro de 2014

"A morte chega cedo"

A morte chega cedo, 
Pois breve é toda vida 
O instante é o arremedo 
De uma coisa perdida. 

O amor foi começado, 
O ideal não acabou, 
E quem tenha alcançado 
Não sabe o que alcançou. 

E tudo isto a morte 
Risca por não estar certo 
No caderno da sorte 
Que Deus deixou aberto. 

Fernando Pessoa

"Cancioneiro"

sábado, 15 de novembro de 2014

Dois amigos à conversa

Eram dois grandes amigos, ambos atadores, o João Viola e Ti Arménio Pacheco, desde muito pequeno que me habituei a eles, também eram amigos do meu pai e do meu sogro, o João Viola já nos deixou o Ti Arménio vai resistindo, entre o hospital e a casa, ao dar volta aos meus papéis e fotografias dei com esta, em que eles como era habitual se encontravam ao portão de Peniche de Cima para conversar. Aqui a publico.