domingo, 14 de dezembro de 2008

A crise financeira global (II)


Na minha vida profissional lembro-me perfeitamente da grande crise de 1983 – 1985, altura em que, num determinado ano o subsídio de natal foi completamente deduzido como imposto. Nesses anos de grande depressão económica, muitas empresas fecharam as portas, outras como aquela em que eu trabalhava, conseguiu salvar-se. Não sei se o que vem aí é semelhante, (desejemos que não) no entanto, manda o bom senso e a experiência que se vá acautelando alguma situação mais grave que possa aparecer.
Não sendo especialista na matéria, nomeadamente económica, mas dado que até os próprios economistas desconhecem as soluções a propor ou o real peso desta situação, que se vive e vai viver, apoio o procedimento do (s) governo (s) em relação ao auxilio a dar a certas industrias tanto em Portugal, vide Plano contra a crise, como na União Europeia ou nos EUA, considero positivo o apoio dado à industria automóvel americana, apesar da crítica de alguns especialistas, portugueses no caso, que consideram esse apoio desnecessário, uma vez que essas industrias não se modernizaram como a japonesa ou a europeia, em relação aos consumos e combustíveis usados. O problema aqui já não é tanto a questão ambiental ou tecnológica, aqui o problema é social (desemprego) e estrutural, não faz sentido deixar cair uma indústria, que porá centenas de milhar de postos de trabalho directo no desemprego e eventualmente milhões de forma indirecta (caso dos EUA), e os custos sociais?
Assim como não faz sentido em Portugal estar-se a falar de décimas do PIB ou do défice, isso é irrelevante para o que vem aí.
Os bons governantes são aqueles que vêm mais longe e não os que vêm só um metro à frente do umbigo, por isso acho que se deve deixar de contar as décimas e trabalhar para “aguentar “ esta tempestade enquanto durar, depois, é altura de voltar às décimas do PIB.
Claro que em época de poupanças convém que o exemplo venha de cima.

1 comentário:

elvira carvalho disse...

É amigo, a conjuntura não está nada fácil, e nós sentimos todos os dias no bolsa.
Um abraço