27/07/2026

Apresentação do livro "diário são-tomense" de Noel Petinga Leopoldo

 Foi apresentado hoje pelo autor na Biblioteca da Central Eléctrica - CCIRC, o livro "diário são-tomense" com uma apresentação tanto de fotografias como da sua experiência de vivência naquele país, num interessante monólogo bem disposto e em que ficámos (eu pelo menos) a saber muito mais da cultura e especificidades das ilhas e do seu povo. Ao amigo Noel dou os meus parabéns, pois fiquei mais rico culturalmente. Do evento algumas fotos.







O Sucesso é mesmo sucesso?

Criado com pompa e alguma circunstância, o sistema Volta ou seja, pagas 10 centimos no acto da compra da embalagem e para os reaveres em voucher tens de o entregar para reciclagem na máquina ao pé do supermercado. Conta-se que já foram recolhidas cerca de 100 Milhões de embalagens desde o começo há uns 3 meses. Visto assim é fácil e ficam todos satisfeitos. O problema é que não é bem assim, para já pessoas como eu pagam os 10 centimos, mas como por hábito de muitos anos passado aos filhos, vou depositar todos os elementos recicláveis nos respectivos recipientes, paguei a água mais cara, depois é necessário interpretar sociologicamente, verificares que andam pessoas à procura de garrafas e latas nos caixotes, para os ir entregar à tal máquina, numa interpretação rápida, leva-nos a concluir que a pobreza está a levar as pessoas ao lixo, e isso muito sinceramente é algo que não estamos preparados para ver passados todos estes anos, dirão uns é a vida, dirão outros é assim noutros países, ou seja tem de funcionar uma “isca” (10 centimos) para que as pessoas lá acartem as garrafas que têm de estar intactas, com o selo de VOLTA, fechadas e não machucadas. Desculpem se estou errado, mas custa-me ver isto, e já vi. Há zonas a serem disputadas pelos “ajuntadores” de garrafas e latas, para serem depois entregues em grande quantidade na máquina. Como diria ou outro, é a vida.

 

16/07/2026

A Lingua das Mariposas - Filme

A Língua das Mariposas – Filme de José Luis Cuerda, realizado em 1999 é ao mesmo tempo um filme dramático e comovente. Passado durante o período Republicano numa aldeia da Galiza, tudo vivia pacificamente (embora se sentissem as diferenças ideológicas) até à chegada das tropas de Franco e a aldeia é dividida, separados os “bons” dos “maus”, os “bons” são deixados em paz e Republicanos, Anarquistas, etc. são perseguidos porta a porta, começa um período negro da história de Espanha, com as perseguições, prisões e o mais que se seguirá. Moncho é um pequeno que vai iniciar nesse ano a sua vida escolar, estabelece uma amizade comovente com o professor Dom Gregório, que o ensina a apreciar a natureza, a vida animal, impulsiona-o na leitura, e estabelece-se entre eles uma relação especial, até que tudo muda, e os republicanos são presos e transportados numa camioneta pela Guardia Civil, todos os que ficam, mesmo tendo sido republicanos mas que se calaram, insultam e invectivam os presos, até a mãe de Moncho o incita a chamar nomes insultuosos, como ateus, vermelhos, etc e Moncho vê-se a chamar todos os nomes que lhe vêm à cabeça, até mesmo a Dom Gregório que é o ultimo a subir à camioneta para partir sabe-se lá para onde, este ao ver o miúdo por quem tem tamanha amizade a gritar fazendo coro com os outros, olham um para o outro chocados com tal procedimento. Muito mais havia a dizer sobre este grande filme, mas tem de se ver o filme, para entrarmos naquele ambiente da aldeia. Um filme que vale a pena.

                    FGV