"Se queres saber o caracter de um Homem, dá-lhe poder"
Roger G. Ingersoll
Fotografia, Vídeo, Pintura, Livros, Filmes, Conversas, Documentos, História Local, Património
"Se queres saber o caracter de um Homem, dá-lhe poder"
Roger G. Ingersoll
Desejo sempre o melhor para a minha terra, esta rotunda vai fazer a diferença, como faria esta AQUI mas tenho alguma dúvida na largura que ficou depois de se ter estreitado a estrada, no inicio da estrada depois da rotunda, desejo sinceramente que tudo fique bem. Na imagem que mostro contei 7,5 passos entre passeios, será pouco? Veremos.
Este é um livro que é um diário, mas também um retrato do país referido, da sociedade, do clima, das gentes, mete histórias de humor e de tristeza também “Chorei quando me lembro da casa a que E. chamava lar se tivesse tempo para deleites burgueses. Chorei, porque sou um burguês de merda”, mas também do Obô esse pico fantástico e o sofrimento e alegria de o conquistar, também é um livro de poesia, de poemas feitos de vivências, de crianças felizes sem nada, com rostos lindos, de mulheres que levam filhos às costas e outros na barriga, da alegria da vida com tão pouco, da musica e dos ritmos tão deles, da cerveja e das noites, da Jaca a fruta maravilha, há saudades que ficam do lado de cá, mas há coisas que não deixam saudades, dos moto-taxis, do calor húmido e sufocante, do que nasce por todo o lado, fruta e plantas explodem por qualquer pedaço de terra que lhe dê espaço, um livro, escrito com amor segundo o autor, acredito, digo eu. Mas é também um livro de ajuste de contas, com quê/quem? O autor saberá. Gostei de ler o livro, sinceramente, gosto do livro, é como se dissesse, aqui me têm como sou, como penso, como vivo, como vejo os outros viverem.
Ontem algures por aí assisti a uns três ou quatro miudos ajudados uns pelos outros a espreitarem para dentro do latão amarelo (Plásticos e Metais) e retirarem todas as garrafas que conseguiram, presumo que para ir à máquina Volta (que estás perdoado) e depositarem lá. Ou seja o material já estava na reciclagem. Mas vão ao depósito respectivo dos pláticos e retiram as garrafas. Se era para este espectáculo que impulsionaram este sistema, parabéns conseguiram. Sem mais comentários.
Filme de 2020 realizado por Florian Zeller, e interpretado superiormente por Anthony Hopkins, Oscar de Melhor Actor da Academia e Oscar de Melhor Argumento Adaptado para Florian Zeller e Olivia Williams. É um filme triste, mas deve ser visto por todos, porque todos ou quase, mais cedo ou mais tarde vão ter de lidar de uma ou de outra forma com este problema.
O Pai, é um homem extraordinário, com uma mente fantástica, engenheiro de profissão, mas quando entra nos 80 anos, começa a falhar a sua magnifica memória, a filha que quer ir viver para Paris com uma nova relação quer deixar o pai aos cuidados de alguém, mas tudo se torna impossível, ninguém aguenta, nem ele quer que a filha lhe arranje cuidadores, ele está muito bem assim e tomara muitos ser como ele com a sua cabeça. Puro engano, os dias e as pessoas sucedem-se e as melhoras são nulas, depois aqui entra a realização e o actor, as imagens começam a fluir como se vivêssemos na cabeça do Pai, tudo está trocado, as cores, os mobiliários, a doença não pára na sua progressão. Todos somos afetados pela doença sem estarmos no filme, temos familiares, nós próprios nos questionamos acerca da nossa saúde mental. É a decadência humana ao nível cerebral, tudo é triste. Mas deve ser visto. Anthony Hopkins faz uma representação soberba, só ele. Filme recomendado pela Alzheimer Portugal para que se veja o filme.