Ultimo dia do Mês do Mar, 30 de Novembro, até aqui tenho colocado uma fotografia por dia referente ao mar, desta vez deu-me para escrever qualquer coisa referente ao mesmo, e começo por dizer que o mar, que sempre foi visto como uma fonte inesgotável de recursos está a ficar doente. A poluição por plásticos (calculem que no Pacífico existe uma ilha à deriva de plástico que lá vai parar por acção das correntes do tamanho da França, disse bem, do tamanho da França) os micro plásticos que vão entrando, desde o plâncton até toda a cadeia alimentar e chegar aos predadores de topo, também nos atinge a nós humanos através do peixe que comemos, o derrame de produtos químicos e hidrocarbonetos, as toneladas de roupa e tecido derivado da industria principalmente em alguns países asiáticos, os derivados de químicos para a agricultura que vão ter ao mar, estão a condenar algumas zonas do mar e das espécies, algas, corais, organismos vivos do mar, plâncton, peixe, estão a provocar zonas mortas que algumas atingiram o ponto de não retorno. Para além de tudo isto a pesca ameaça não uma mas todas as espécies de peixe, principalmente a mais industrializada como o Arrasto, aos barcos fábrica, mesmo com as cotas existentes o esgotamento das espécies é evidente. As comunidades costeiras de pesca que viviam da pesca artesanal, estarão cada vez mais em dificuldades, e aqui as cotas de pesca não deviam ser só aplicadas e bem (com algum sucesso) à pesca de cerco, deveria impor-se paragem obrigatória ao Arrasto (mais que uma paragem biológica), também os barcos de redes de emalhar deviam ter uma regulamentação mais apertada, assim como o Palangre.
De louvar as campanhas de apanha de plástico nas praias principalmente por jovens da Escola Secundária, das campanhas da Ocean Patrol, da ESTM, que dão o exemplo aos mais velhos eles estão a tentar preservar as condições do seu futuro.
Muito mais havia a dizer mas não cabe aqui, não sou Biólogo, sou um simples cidadão observador das realidades, resta dizer que defender o mar e a vida marinha é defender a vida de todos, humanos e todas as espécies vivas que duma forma ou de outra acabam por depender do mar, porque o mar é fonte de vida. Defender o mar para além da questão da biodiversidade, é também futuro económico e sobrevivência colectiva.
FGV
30/11/2025

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