Este é um livro que é um diário, mas também um retrato do país referido, da sociedade, do clima, das gentes, mete histórias de humor e de tristeza também “Chorei quando me lembro da casa a que E. chamava lar se tivesse tempo para deleites burgueses. Chorei, porque sou um burguês de merda”, mas também do Obô esse pico fantástico e o sofrimento e alegria de o conquistar, também é um livro de poesia, de poemas feitos de vivências, de crianças felizes sem nada, com rostos lindos, de mulheres que levam filhos às costas e outros na barriga, da alegria da vida com tão pouco, da musica e dos ritmos tão deles, da cerveja e das noites, da Jaca a fruta maravilha, há saudades que ficam do lado de cá, mas há coisas que não deixam saudades, dos moto-taxis, do calor húmido e sufocante, do que nasce por todo o lado, fruta e plantas explodem por qualquer pedaço de terra que lhe dê espaço, um livro, escrito com amor segundo o autor, acredito, digo eu. Mas é também um livro de ajuste de contas, com quê/quem? O autor saberá. Gostei de ler o livro, sinceramente, gosto do livro, é como se dissesse, aqui me têm como sou, como penso, como vivo, como vejo os outros viverem.

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